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"Raça humana terá que sair da Terra para sobreviver", diz Stephen Hawking

O físico britânico Stephen Hawking afirmou em entrevista ao jornal espanhol El País que a sobrevivência da raça humana "vai depender da capacidade de encontrarmos novos lugares do Universo".
"O risco de que um desastre destrua a Terra é cada vez maior. Então, eu gostaria de despertar o interesse do público pelos voos espaciais . Eu aprendi a não olhar para o futuro distante e a me concentrar no presente. Ainda há muito mais coisas que eu quero fazer", concluiu o cientista ao ser perguntado sobre o destino da raça humana.
Ao ser questionado o que seriam as coisas que gostaria de fazer, disse:  "Viajar ao espaço com a Virgin Galactic (empresa de turismo espacial)".

Asteroide poderá se chocar contra a Terra em 2017!


O asteroide 2012 TC4 foi descoberto pelo Observatório Pan-STARRS, no Havaí, em outubro de 2012. Na época, os astrônomos estimaram seu tamanho entre 12 e 40 metros, e ele passou a 94.800 quilômetros da Terra. Agora, os pesquisadores calculam que em 12 de outubro de 2017 a órbita deste asteroide o faria passar muito próximo da Terra, e não é descartado um possível impacto. Dependendo de onde aconteça, poderá ter consequências mais devastadoras que as do meteorito que caiu sobre Chelyabinsk em 2013, uma vez que o 2012 TC4 tem o dobro do tamanho do último.
Judit Györgyey-Ries, astrônoma do Observatório McDonald da Universidade do Texas, acredita que mais estudos terão que ser realizados para assegurar que o asteroide não colidirá contra a Terra. Atualmente, existem 1.572 asteroides registrados como potencialmente perigosos, embora nenhum esteja em curso certeiro de colisão contra nosso planeta.

Fonte: Fatos Cientificos

Astronauta da missão Apollo afirma: Ovnis evitaram a guerra nuclear!


edgar mitchell (Foto: wikimedia commons)

Edgar Mitchell, participante da missão Apollo 14 e o sexto homem a caminhar na Lua, afirmou em uma entrevista recente que acredita que aliens pacifistas visitaram a Terra. O objetivo era impedir que ataques nucleares acontecessem durante a Guerra Fria. Isso, de acordo com ele, explicaria os avistamentos de Ovnis perto de bases militares na época.

“Falei com muitos oficiais da força aérea que trabalharam nessas estações durante a Guerra Fria. Eles me contaram que os Ovnis eram vistos com frequência e que eram capazes de desligar seus mísseis. Outros oficiais da costa do Pacífico contaram que os mísseis eram derrubados com frequência por naves alienígenas”, afirmou Mitchell.

Não é de hoje que sabemos que o astronauta acredita em visitas extraterrestres. Anteriormente ele já havia declarado crenças similares sobre a presença de ETs em Roswell. Ele cresceu no Novo México, próximo a Roswell, onde as primeiras bombas nucleares foram testadas. “Os ETs estavam por lá porque queriam saber da nossa capacidade militar”, afirmou.
Fonte: Revista Galileu

Garoto russo diz que veio de Marte. Conheça essa história e de sua opinião.

Algumas crianças nascem com talentos fascinantes, habilidades incomuns. A história de um garoto incomum chamado Boriska me foi contada por membros de uma expedição a uma região anômala ao norte de Volgogrado, comumente chamada de Medvedetskaya gryada. "Você consegue imaginar, enquanto todos estavam sentados em torno de uma fogueira, à noite, um menino de aproximadamente sete anos de repente chamou a atenção de todo mundo. Muito excitado, ele queria falar a todos a respeito da vida em Marte, sobre seus habitantes e suas viagens à Terra", conta uma das testemunhas. Fez-se silêncio. Foi incrível!

O garotinho, com enormes olhos vivos estava começando a nos contar uma história magnífica a respeito da civilização marciana, sobre cidades megalíticas, suas naves espaciais e vôos para diversos planetas, sobre um país maravilhoso chamado Lemúria, cuja vida ele conhecia em detalhes, uma vez que descera lá, vindo de Marte, e lá fizera amigos. As achas de madeira estalando, a névoa noturna envolvendo a área e o imenso céu escuro com miríades de estrelas brilhantes pareciam esconder algum mistério. Sua história durou cerca de hora e meia. Um dos membros foi esperto o bastante para gravar toda a narrativa.

Muitos ficaram assombrados por dois fatores distintos. Primeiro, o garoto possuía um conhecimento excepcionalmente profundo. Seu intelecto era obviamente muito distante do de um menino típico de sete anos de idade. Nem todos os professores seriam capazes de narrar a história inteira da Lemúria e dos Lemurianos com tamanhos detalhes. Não se encontra qualquer referência a esse país nos livros escolares. A ciência moderna ainda não comprovou a existência de outras civilizações. Em segundo lugar, estávamos todos maravilhados com a linguagem adiantada que o garoto utilizava. Estava muito acima da que os meninos de sua idade normalmente usam. Seu conhecimento de terminologias específicas, detalhes e fatos do passado de Marte e da Terra nos fascinaram a todos.

”Por que ele começou a conversação em primeiro lugar?”, disse o meu interlocutor. “Talvez ele tivesse apenas sido tocado pela atmosfera geral do nosso acampamento, com pessoas bem informadas e de mente aberta”, continuou ele. “Poderia ele ter inventado tudo aquilo?”. “Duvido muito”, objetou meu amigo. A mim me parece que o menino estava compartilhando suas lembranças pessoais de vidas passadas. É virtualmente impossível inventar tais histórias, alguém realmente teria de conhecê-las.

Hoje, depois de encontrar os pais de Boris e conhecer melhor o menino, começo a checar cuidadosamente as informações obtidas ao redor da fogueira. Ele nasceu na cidade de Volzhskii, Rússia, num hospital suburbano, embora oficialmente, com base em sua certidão de nascimento, sua cidade natal seja Zhirnovsk, na região de Volgogrado. Seu nascimento ocorreu em 11 de janeiro de 1996 (talvez isso seja útil para os astrólogos). Seus pais parecem ser pessoas maravilhosas. Nadezhda, a mãe de Boriska, é dermatologista numa clínica pública. Ela se formou na faculdade de medicina de Volgogrado em 1991. O pai do garoto é um funcionário aposentado. Ambos ficariam felizes se alguém pudesse lançar alguma luz sobre o mistério em torno de seu filho. Enquanto isso, eles simplesmente o observam e o vêem crescer.

”Depois que Boriska nasceu, notei que em 15 dias ele conseguia manter a cabeça ereta”, relembra Nadezhda. Pronunciou sua primeira palavra, baba (papai) quando tinha 4 meses, e logo depois começou a falar. Com 7 meses, construiu sua primeira frase: "Eu quero um prego". Ele disse essa frase em particular depois de observar um prego enfiado na parede. Notavelmente, suas habilidades intelectuais ultrapassavam suas habilidades físicas. Como essas habilidades se manifestavam? "Quando Boris tinha apenas um ano, comecei a lhe dar cartas (baseada no sistema Nikitin) e - adivinhe! - com um ano e meio ele já conseguia ler jornais. Não demorou muito para que se acostumasse com as cores e seus tons. Ele começou a pintar aos 2 anos. Então, logo após completar essa idade, nós o levamos ao centro de puericultura. Os professores ficaram todos assombrados com seus talentos e sua maneira incomum de pensar. O menino possui memória excepcional e uma inacreditável habilidade de absorver novas informações. Não obstante, seus pais logo notaram que seu filho estava adquirindo informações à sua maneira, de alguma outra fonte.

”Ninguém jamais ensinou isso a ele", relembra Nadya. "Mas, às vezes, ele sentava em posição de lótus e começava a falar. Ele falava sobre Marte, sobre sistemas planetários, civilizações distantes. Não conseguíamos acreditar no que ouvíamos. Como pode uma criança saber tudo isso? Cosmos, histórias intermináveis de outros mundos e da imensidade dos céus, são como mantras diários para ele desde que tinha 2 anos". Foi então que Boriska nos contou sobre sua vida anterior em Marte, sobre o fato de que o planeta era realmente habitado, e que, como resultado de uma destruidora catástrofe, perdera sua atmosfera e por isso seus habitantes tiveram que viver em cidades subterrâneas. Desde então, ele costumava viajar para a Terra com freqüência para comércio e com finalidades de pesquisa. Parecia que Boriska pilotava sua própria nave. Isso aconteceu durante o período das civilizações lemurianas. Ele tinha um amigo lemuriano que morreu bem diante de seus olhos.

Uma catástrofe imensa se abateu sobre a Terra. O continente gigantesco foi consumido por ondas de tempestades. Aí, de repente, uma enorme rocha caiu sobre uma construção onde seu amigo estava, disse Boriska. "Não pude salvá-lo. Estamos destinados a nos encontrar em algum momento desta encarnação”. O menino visualiza o quadro completo da queda da Lemúria como se tivesse acontecido ontem. Ele chora a morte de seu melhor amigo como se fosse culpa sua. Um dia, ele notou um livro na bolsa de sua mãe, intitulado "De Onde Viemos", de Ernst Muldashev. Precisavam ver a alegria e fascinação que essa descoberta provocou no menino. Ficou navegando pelas páginas por horas a fio, olhando para as figuras de lemurianos, fotos do Tibet. Começou então a falar sobre o intelecto elevado dos lemurianos. "Mas a Lemúria deixou de existir no mínimo há 800 mil anos", eu disse em resposta às afirmações dele. "Os lemurianos tinha 9 metros de altura! Isso é verdade? Como você consegue se lembrar de tudo isso"?

"Eu me lembro", respondeu o garoto. Mais tarde, ele começou a recordar outro livro de Muldashev intitulado "Em Busca da Cidade dos Deuses". O livro é dedicado principalmente às antigas tumbas e pirâmides. Boriska sustentou com firmeza que as pessoas encontrarão o conhecimento sob uma das pirâmides (não a de Quéops). Isso ainda não tinha sido descoberto. "A vida mudará depois que a Esfinge for aberta", disse ele, e acrescentou que a grande Esfinge tem um mecanismo de abertura em algum ponto atrás de sua orelha (mas ele não se recorda exatamente onde). O menino também fala com grande paixão e entusiasmo sobre a civilização Maia. De acordo com ele, sabemos muito pouco sobre aquela grande civilização e seu povo. Interessantemente, Boriska acha que agora finalmente chegou o tempo para que os "seres especiais" nasçam na Terra. "O renascimento do planeta se aproxima. Novos conhecimentos virão em grande quantidade, trazendo uma mentalidade diferente para os terráqueos”.

Como você sabe sobre essas crianças superdotadas e porque isso está acontecendo? Você sabe que eles são agora chamados de "crianças índigo"? "Eu sei que elas estão nascendo. Não obstante, eu ainda não encontrei nenhuma em minha cidade. Talvez possa ser uma menina chamada Yulia Petrova. Ela é a única que acredita em mim. Outros simplesmente riem de minhas histórias. Algo vai acontecer na Terra, é por isso que essas crianças são importantes. Elas serão capazes de ajudar as pessoas. Os pólos vão se inverter. A primeira grande catástrofe num dos continentes acontecerá em 2009. A seguinte ocorrerá em 2013, e será ainda mais devastadora".

Você não tem medo de que sua vida possa terminar como resultado de tal catástrofe?. "Não, eu não tenho medo. Eu já vivenciei uma catástrofe em Marte. Ainda existem pessoas como nós lá. Porém, após a guerra nuclear, tudo foi queimado. Algumas dessas pessoas conseguiram sobreviver. Eles construíram abrigos, novos armamentos. Também houve um movimento de continentes lá, embora o continente não fosse tão grande. Os marcianos respiram gás. Se eles chegassem ao nosso planeta, teriam de ficar próximos a canos de descarga e inspirar a fumaça". Você prefere respirar oxigênio?. "Quando se está neste corpo, tem-se que respirar oxigênio. Todavia, os marcianos não gostam deste ar, o ar da Terra, porque causa envelhecimento. Os marcianos são relativamente jovens, em torno de 30-35 anos de idade. A quantidade de bebês marcianos vai crescer anualmente".

Boris, porque nossas sondas espaciais desaparecem ou falham antes de chegar a Marte? "Marte transmite sinais especialmente destinados a destruí-las. Tais missões contêm radiação maléfica." (sondas movidas a plutônio?) "Eu estava impressionado com o conhecimento dele sobre esse tipo de radiação. É absolutamente verdadeiro. Em 1988, um residente de Volzhskii, Yuri Lushnichenko, um homem com poderes extra-sensoriais, tentou alertar as autoridades soviéticas sobre a queda inevitável das primeiras missões soviéticas a Marte, Fobos 1 e Fobos 2.

Ele também mencionou esse tipo de radiação desconhecida e maléfica sobre o planeta. Obviamente, ninguém o levou a sério então. O que você sabe sobre dimensões múltiplas? Você sabe que não se pode voar em trajetórias retas, mas sim manobrando através do espaço multidimensional? Boriska imediatamente se levantou e começou a despejar todos os fatos sobre UFOs. "Nós decolamos e pousamos na Terra a todo momento”! O garoto pegou um giz e começou a desenhar um objeto oval sobre o quadro negro. "Ele consiste de seis camadas", disse. 25% - camada externa, feita de metal durável, 30% - segunda camada feita de algo similar à borracha; a terceira camada compreende 30% - novamente de metal. Os últimos 4% são compostos de uma camada magnética especial. Se carregamos essa camada magnética com energia, essas máquinas serão capazes de voar a qualquer ponto do Universo".

Será que Boriska tem uma missão especial a cumprir? Ele tem consciência disso? Coloquei essas questões a seus pais e a ele próprio. Ele afirma que pode prever - diz sua mãe. Ele diz saber algo a respeito do futuro da Terra. Ele diz que a informação terá o papel mais significativo no futuro. Boris, como você sabe de tudo isso? "Está dentro de mim”. Boris, diga-nos porque as pessoas ficam doentes. "A doença resulta da incapacidade das pessoas de viverem adequadamente e serem felizes. Você deve esperar pela sua metade cósmica. Alguém jamais deveria envolver-se e bagunçar o destino de outros indivíduos. As pessoas não deveriam sofrer por seus erros passados, e sim entrar em contato com aquilo que lhe foi predestinado e tentar alcançar as alturas e conquistar seus sonhos" (essas são as palavras exatas que ele usou).

Vocês têm de ser mais simpáticos e calorosos. Caso alguém o ataque, abrace seu inimigo, peça-lhe perdão e ajoelhe-se diante dele. Se alguém o odeia, ame-o com todo fervor e devoção e peça-lhe desculpas. Essas são as regras do amor e da humildade. Sabem porque os lemurianos pereceram? Eu tenho parte da culpa. Eles não desejavam mais se desenvolver espiritualmente. Eles se afastaram do caminho predestinado e assim destruíram a unidade global planetária. O Caminho da Magia leva a lugar nenhum. O Amor é a verdadeira Magia! Como você sabe disso tudo? "Eu sei. Kailis". O que você disse? "Eu disse olá. Essa é a linguagem do meu planeta”.

Afinal, "Nibiru" existe?

 Tudo começou quando um escritor chamado azerbaijano Sitchin estudou escritos babilônicos com mais de 3 mil anos. Em vários deles aparecia a palavra "nibiru", que era descrita como uma posição no céu, associada ao início do verão. Então ele entendeu que se tratava de um planeta. Nos livros do escritor, ele falava que o suposto planeta tinha uma órbita extremamente alongada e que, a cada 3,6 mil anos, o astro se aproximava da Terra. Portanto ele NÂO existe!! 
Talvez possa existir mundos enormes, que ainda são desconhecidos, ao redor do Sol, porém ele teriam uma órbita que os manteriam permanentemente além de Netuno, assim sem oferecer nenhum perigo a nós.

Apesar de ser um assunto antigo, é sempre bom alertar vocês sobres as mentiras que vem rolando pela internet.

Papa diz que o Big Bang e a Teoria da Evolução são verdadeiras!

Recetemente o Papa Francisco afirmou que a teoria do Big Bang e da Evolução são reais e criticou as pessoas que interpretam a bíblia ao pé da letra, "achando que Deus tenha agido como um mago, com uma varinha mágica capaz de criar todas as coisas".

De acordo com o Papa, "não é obra do caos, mas deriva de um princípio supremo que cria por amor". "O Big Bang não contradiz a intervenção criadora, mas a exige".

O big Bang, aceito pela maioria da comunidade científica, é uma "explosão" que ocorreu há 13,8 bilhões de anos e deu origem à expansão do universo. Já a teoria da evolução, proposta pelo cientista Charles Darwin, afirma que os seres vivos sofrem mutações ao longos dos anos, de acordo com o clima, ambiente, etc. através da seleção natural. 

O papa disse ainda que a "evolução da natureza não é incompatível com a noção de criação, pois exige a criação de seres que evoluem".  As pessoas pensam que Deus age como um mago, "mas não é bem assim", afirmou.

De acordo com Francisco, "o homem foi criado com uma característica especial – a liberdade – e recebe a incumbência de proteger a criação, mas quando a liberdade se torna autonomia, destrói a criação e homem assume o lugar do criador".

"Ao cientista, portanto, sobretudo ao cientista cristão, corresponde a atitude de interrogar-se sobre o futuro da humanidade e da Terra; de construir um mundo humano para todas as pessoas e não para um grupo ou uma classe de privilegiados", conclui o Papa. 

10 bizarras teorias sobre a Terra que as pessoas ainda acreditam!

Em pleno seculo 21 ainda existem pessoas que acreditam nessas teorias...
Conhecimento é difícil de se acumular, especialmente se considerarmos o curto tempo que existimos em comparação ao grande esquema das coisas. Sendo assim, temos de fato feito grandes progressos para compreender os mistérios que nos rodeiam, mas, como tudo na vida, chegar a este ponto necessitou de muita tentativa e erro. Confira uma lista com teorias sobre a Terra, que, acredite ou não, algumas pessoas ainda acreditam:

10. Lemuria e Atlântida

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Não podíamos deixar de falar sobre os “continentes perdidos”, cuja existência as pessoas têm teorizado por anos. Assim como Atlântida, Lemuria teria sido um território gigante localizado nos Oceanos Índico e Pacífico. E por que as pessoas criaram tais teorias sobre terras perdidas? Geralmente, para explicar como espécies semelhantes podiam existir em dois locais tão longe um do outro. No caso de Lemuria, basicamente tudo se resume a um cara chamado Philip Sclater, que ficou perplexo ao se deparar com fósseis de lêmures na ilha de Madagascar e na Índia, mas não na África ou no Oriente Médio. De acordo com Sclater, a única explicação possível era que simplesmente deveria ter existido um território gigante que ligasse as duas nações, cujo nome foi dado em homenagem ao glorioso lêmure. Ao longo dos anos, os cientistas sérios têm praticamente descartado a noção de que Lemuria existiu, mas o mito continua em grande parte graças a escritores que gostam de falar sobre o “oculto” e outras coisas que demonstram o quão confiáveis eles são como fonte de informação.

9. O mundo em uma tartaruga

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Não olhe agora, mas, de acordo com alguns, estamos vivendo nas costas de uma tartaruga gigante. Também podemos estar vivendo nas costas de um elefante ou uma serpente, mas vamos ficar com tartarugas, porque a tartaruga cósmica é a crença mais amplamente reconhecida nesta categoria particular. Esse mito foi trazido à atenção do público no século 17, depois de um homem chamado Jasper Danckaerts ouvir tal lenda de várias tribos de nativos americanos. Os nativos norte-americanos, no entanto, não são os únicos que acreditam que o mundo repousa sobre o casco de uma tartaruga gigante, já que a crença também é predominante na cultura chinesa e indiana. A NASA deve estar escondendo as imagens do gigante casco da gente.

8. Teoria da Tensão Tectônica

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Ao contrário de outras teorias desta lista, que são destinadas a explicar a própria Terra e eventos que ocorreram ao longo dos milênios, a Teoria da Tensão Tectônica propõe uma explicação para avistamentos de OVNIs, fantasmas, combustão espontânea e basicamente qualquer outra coisa que tenha sido tachada de inexplicável. A ideia é do professor Michael Persinger que, em 1975, sugeriu que cada avistamento de OVNI e fenômeno inexplicável que as pessoas afirmam ter presenciado poderia ser explicado por campos eletromagnéticos que ocorrem quando a crosta da Terra se estica ou deforma perto de falhas sísmicas. Segundo Persinger, estes campos criam alucinações, que são baseadas em imagens de cultura popular.

7. Teoria da Terra Contratante

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A Teoria da Terra Contratante, ou resfriamento global geofísico, surgiu antes da ideia das placas tectônicas ser conhecida. Ela diz que a Terra está ficando cada vez menor ao longo do tempo, e que esse encolhimento é o que causa desastres naturais, bem como as maravilhas naturais, como cadeias de montanhas. O pressuposto é de que a Terra é composta por rocha derretida, e conforme seu interior esfria e se contrai, o mesmo acontece com a superfície, levando ao surgimento de montanhas, muitas vezes se transformando em vulcões, quando o planeta precisa vomitar tudo o que não pode manter em sua própria versão de um “estômago”. A teoria foi de fato utilizada em pesquisas reais, nomeadamente por um cara chamado professor Edward Suess, a fim de explicar um terremoto.

6. Teoria da Terra em Expansão

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No outro lado da Teoria da Terra Contratante está a Teoria da Terra Expansiva, que é exatamente o que parece. Há quem defenda que a Terra está em constante expansão, assim como o universo que ocupa, mas, felizmente, desde que as pessoas começaram a perceber que as placas tectônicas são uma coisa real, passaram a rejeitar qualquer uma destas duas teorias bizarras. Claro, hesitamos em zombar demais das pessoas que teorizaram que a Terra expandia principalmente porque uma das mentes mais notáveis que analisaram a hipótese foi Charles Darwin. Felizmente, ele rapidamente percebeu que isso não fazia muito sentido e voltou a fazer o que fez de melhor: irritar criacionistas.

5. Teoria da Terra Fixa

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Também conhecido como modelo geocêntrico, essa teoria afirma que a Terra está, apesar de todas as evidências do contrário, localizada no centro do universo, e o resto do cosmos gira em torno de nosso planeta. Embora esta teoria tenha sido questionada por Copérnico e Kepler e sido geralmente aceita como “baboseira”, algumas pessoas ainda se recusam a abandonar a ideia de que qualquer coisa a não ser os seres humanos poderiam estar no centro do universo.
A teoria foi mais notavelmente defendida por Ptolomeu, e seu modelo geocêntrico foi usado para cartas astrológicas por 1.500 anos. Apesar de diversos cientistas, incluindo Galileu, afirmarem que na verdade a Terra gira em torno do sol, que está localizado no centro da nossa galáxia, há ainda quem acredite na Teoria da Terra Fixa. Essas são as pessoas que você deve evitar conversar – ou melhor, encontrar.

4. Teoria Cubo do Tempo

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Gene Ray é um cara estranho. Isso porque, tão recentemente quanto em 1997, ele decidiu ignorar todas as facetas da ciência e inventar sua própria teoria chamada Cubo do Tempo, que afirma que o que nós pensamos serem as regras da física está completamente errado, e que cada dia é na verdade quatro dias diferentes, acontecendo ao mesmo tempo. Basicamente, o que Ray está sugerindo é que a Terra é composta por quatro pontos equidistantes em “tempo”, porque temos coisas como o meio-dia, meia-noite, o nascer do sol e pôr do sol. É evidente que, de acordo com Ray, a única explicação lógica para isso é que existem quatro dias ocorrendo ao mesmo tempo, e isso não tem nada a ver com a rotação natural da Terra e o fato de que o sol atinge diferentes partes do mundo em momentos diferentes. O pior é que Ray quis apostar com professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA) 10 mil dólares (cerca de R$ 20 mil) que eles não podiam refutar sua teoria. Ninguém levou o cara a sério, muito provavelmente porque acharam que ele só podia estar brincando.

3. Teoria da Terra Oca

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Quando você olha para as estrelas à noite, você pode ter certeza de algumas coisas, como que você está olhando para cima e para o espaço. No entanto, no século 19, surgiu uma teoria infame que continua a prosperar hoje, apesar de ser totalmente insana, que diz que o que você está olhando é na verdade o centro da Terra. Essa teoria foi incitada em grande parte graças a John Symmes, um ex-capitão do Exército dos EUA na Guerra de 1812, que acreditava que a Terra era envolta por uma concha com milhares de quilômetros de espessura, com aberturas em cada polo magnético e várias camadas internas que compunham uma série de esferas concêntricas, em cada uma das quais as pessoas e os animais viviam. A imaginação do povo é incrível.

2. Teoria Cosmológica Celular

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Uma extensão da Teoria da Terra Oca popularizada por Cyrus Teed, a Teoria Cosmológica Celular propõe que, ao invés de o universo existir à nossa volta, nós vivemos em um universo de dentro para fora, que ocupa uma “célula oca” de rocha com mais de 12.000 quilômetros de diâmetro. E no centro desta célula oca, dentro de uma rocha gigante, fica o sol, só que neste caso Teed acreditava que o sol era uma bateria eletromagnética. Sim, ele errou por pouco. Teed, um lunático certificado e alquimista que acreditava que tudo no universo era feito da mesma substância, foi informado de que o universo inteiro existia dentro da Terra pela “Maternidade Divina”, ao mesmo tempo em que ficou sabendo que era o novo Messias. Tirem suas próprias conclusões.

1. Teoria da Terra Plana

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Mãe de todas as teorias da conspiração, a mais famosa teoria maluca sobre a Terra é também aquela que, neste momento da história, é praticamente universalmente conhecida por ser completamente equívoca e falsa, mas, acredite ou não, existem algumas pessoas que ainda perpetuam a Teoria da Terra Plana Moderna. Essas pessoas compõem a Sociedade da Terra Plana, que surgiu em 1956 e existe até hoje, apesar de todas as evidências científicas do contrário. Em 1980, um membro da Sociedade da Terra Plana chamado Charles Johnson até conseguiu publicar um artigo na revista Science Digest, no qual ele afirmava que a Terra deveria ser plana, pois caso contrário haveria uma curvatura nos corpos de água, como no Lago Tahoe, e não havia provas de que a água era outra coisa senão plana. Grande coisa uma fotografia da Terra a partir do espaço mostrando que ela é esférica, não é mesmo? Uma superfície plana em um lago é prova suficiente para nós!

O que havia antes do Big Bang?



Antes do Big Bang, não havia o que chamar de antes. Era o que todo mundo pensava. Mas agora uma série de teorias está incendiando a ciência. E podem, finalmente, revelar o impensável: o que existia antes do começo de tudo

A explosão que deu origem ao Universo aconteceu bem aí, no lugar onde você está agora. Não é brincadeira, mas um fato científico: no momento do Big Bang todos os lugares estavam no mesmo lugar, ocupando um espaço bem menor que o pingo deste i. Fora desse minipingo não havia nada. E ainda não há. O Universo continua sendo só a parte interna do Big Bang. Não há nada lá fora. Nem tempo: passado, presente e futuro só existem aqui dentro. Difícil de imaginar, mas é a verdade: o dia do seu nascimento, do seu casamento e do seu funeral já estavam de alguma forma impressos naquele pingo de i. E continuam, em algum lugar do tecido cósmico. Fora dele é o "antes do Big Bang" - um limbo fora do alcance da ciência, ou da imaginação. Até por isso a maior parte dos cientistas acha perda de tempo pensar nesse limbo. Mas não faltam pesquisadores com ótimas teorias sobre o que existe lá fora, sobre o que teria acontecido antes de o próprio tempo existir. E essas ideias vêm com um bônus: uma revolução filosófica, capaz de mudar tudo o que você pensava sobre a existência. Seja lá o que for que você pensava.

1. Um outro Universo
No início, tudo estava tão espremido, mas tão espremido, que não tinha tamanho nenhum. O embrião do Universo tinha dimensão zero. É o que chamam de "singularidade". E além da singularidade a ciência não consegue enxergar. O momento em que esse ponto começou a se expandir ficou conhecido como Big Bang. Na verdade, não teve "Bang", porque a expansão não fez barulho - não existe som no vácuo e, pior, essa explosão que foi sem nunca ter sido não aconteceu nem no vácuo, mas em lugar nenhum. Nós estamos dentro dela agora. Desde lá o Universo se propaga como se fosse uma bexiga enchendo num ambiente além da imaginação. Um "lugar" aonde não dá para você ir, porque não existe espaço para o acolher. Você não "cabe" ali. O tempo também não existe lá. Seu relógio ficaria congelado. É o nada total. Absoluto. Rua do Bobos, número zero. 

Seja o fim do tempo, seja a singularidade, que comprime toda a existência num espaço de dimensão zero, tudo parece uma abstração sem sentido. Mas não. Para começar, as singularidades existem hoje mesmo. E são mais comuns do que parecem. Há um monte delas acima de nós agora mesmo. Dez milhões só na nossa galáxia. É que você as conhece por outro nome: buracos negros. Esses ralos cósmicos que sugam tudo o que aparece em seu caminho são basicamente pontos onde a força gravitacional é infinita. Para entender melhor um buraco negro, o melhor jeito é aprender a receita para construir um. Primeira parte: pegue 1 milhão de planetas Terra e funda todos eles até formar uma bolona, com massa equivalente à de 3 Sóis. Quanto maior a massa de alguma coisa, maior a gravidade. No caso da nossa bola, ela teria uma força gravitacional tão poderosa que nada teria como ficar em sua superfície sem começar a ser tragado para dentro do solo. Até a própria superfície começaria a ser engolida. Isso realmente acontece com as estrelas gigantes, bem maiores que o Sol, quando elas morrem. Nesse processo digestivo, a bola vai diminuindo de tamanho e fica cada vez mais densa. A força gravitacional também se concentra, puxando mais matéria ainda para o centro da bola. Uma hora a gravidade vai ter sugado tudo. Mas não vai deixar de existir. Será um ponto de dimensão zero. Uma singularidade. Além daí, a ciência não consegue enxergar. Não dá para saber o que acontece "do outro lado" de um buraco negro. 

Aliás, perguntar isso é tão absurdo quanto questionar o que havia antes do Big Bang. Por causa do seguinte: grosso modo, quanto maior é a gravidade, menor é a velocidade com que o tempo passa para você. Se pudesse ficar ao lado de um buraco negro sem ser estraçalhado, um segundo ali equivaleria a zilhões de anos para quem ficou na Terra. Caso você entrasse em um e pudesse sair, veria que, lá fora, o Universo já teria acabado, mesmo que tivesse durado para sempre. Um buraco negro é o fim do tempo. Olhe para o céu e fite o centro da galáxia, onde vive mesmo um buraco negro gigante. Você estará vendo um ponto onde o tempo não existe mais. 

A semelhança entre o interior de um buraco negro e o Big Bang é tão violenta que qualquer criança se sentiria tentada a dizer que, no fundo, eles são a mesma coisa. Alguns físicos também. É o caso de Lee Smolin, do Perimeter Institute, no Canadá. Diante de tantas coincidências, ele propôs o seguinte no final dos anos 90: que a singularidade de onde viemos era nada menos que a singularidade de um buraco negro de outro Universo. O Big Bang foi o começo do tempo e do espaço, certo? No interior de um buraco negro o tempo e o espaço acabam. A ideia de Smolin, então, é que estamos do outro lado de um buraco que existe em outro Universo. Sendo assim, nosso Cosmos tem um pai, um avô... E filhos, nascidos de seus próprios buracos negros. Segundo Smolin, os universos-filho herdam as características cosmológicas dos universos-pai, mas com pequenas variações. Ele não tirou isso da imaginação, mas da Teoria da Evolução. Darwin mostrou que seres vivos nascem com mutações que podem melhorar ou piorar suas chances de deixar descendentes. Essas variações podem fazer surgir mais buracos negros ou menos dentro do universo-filho. Nisso, os Universos mais aptos - ou seja, os que criam mais buracos negros - se reproduzem mais. E compõem a maior parte da população de Universos. Se Smolin estiver certo, quem olhasse esse conjunto de Universos do lado de fora veria uma grande árvore da vida, como as que decoram esta página. Uma boa teoria para o que havia antes do Big Bang. Mas ela não responde o que teria dado origem ao suposto "primeiro universo". Para isso, temos que ir mais longe. Ao item 2. 

2. Choque de titãs
Com vocês, a Teoria das Supercordas. Resumindo bem, ela diz o seguinte: todas as partículas fundamentais (as indivisíveis, que compõe o átomo) são cordinhas vibrantes. Se vibram em um certo "tom", dão origem a um tipo de partícula - um elétron, por exemplo. Em outro tom, geram um quark... E por aí vai. Até compor o punhado de partículas que forma todo tipo de matéria e energia que há por aí. Para que isso aconteça, segundo a teoria, as cordas precisam vibrar em mais dimensões do que as 3 de espaço que conhecemos, caso contrário não atingem os tons que eles imaginam. E esse é o ponto: a teoria das cordas abre as portas para dimensões extras. No finalzinho do século 20, cientistas partidários da teoria propuseram um novo modelo para o Big Bang com base nessa ideia de outras dimensões. Funciona assim: antes da grande explosão, o que havia eram espaços tridimensionais vagando sem nada dentro numa 4ª dimensão. Imagine os dados aí em cima como se eles fossem esses espaços - ou "membranas 3D", como chamam os físicos. Eles vivem uns ao lado dos outros, no condomínio tranquilo da 4ª dimensão. Ninguém interfere na vida de ninguém, já que todos têm seu espaço tridimensional próprio. (cada um no seu cubo, hehe). Mas, de tempos em tempos, acontece um evento de dimensões cósmicas: esses espaços se trombam. A batida enche de energia o ponto da colisão. E ele explode em todas as direções dentro de uma das membranas 3D. Seria basicamente o que conhecemos como Big Bang. 

Mas nesse caso ele não teria vindo do nada. Seria o filhote de um choque de titãs cósmicos. Isso torna a origem de tudo um evento tão banal quanto um tropeção, possível de acontecer a qualquer momento. O problema: comprovar a existência das dimensões extras é hoje tão impossível quanto saber o que acontece dentro de um buraco negro. Como diz o físico Paul Davies: "Talvez os teóricos das cordas tenham tropeçado no santo graal da ciência. Mas talvez eles estejam todos perdidos para sempre na Terra do Nunca". Hora de ir para uma terra ainda mais misteriosa. 

3. País das maravilhas
Há chances de um evento bizarro acontecer neste momento: a SUPER atravessar o seu crânio. Isso é uma afirmação séria, da teoria científica mais comprovada - e mais difícil de entender - de todos os tempos: a física quântica. Apesar de ostentar o título de teoria mais esquisita e anti-intuitiva já concebida pela ciência, a física quântica ganha em exatidão de qualquer outra. Se o objetivo é descrever o comportamento de zilhares de partículas subatômicas fervilhando freneticamente a uma temperatura 10 trilhões de trilhões de vezes superior à do Sol, é quase impossível não usá-la. Ela funciona como uma espécie de superzoom em espaços menores que o núcleo de um átomo. Mas, às vezes, tem um efeito tão devastador quanto uma câmera de alta definição em um rosto cheio de rugas: revela todos os detalhes "deselegantes" que se escondem no interior da matéria. No mundo quântico, partículas surgem do nada e desaparecem. Esse micromundo é oscilante, assimétrico, caótico, descontínuo, imprevisível. Uma terra sem lei. Ou melhor, uma terra com uma única lei: a da probabilidade. Por isso, existe uma probabilidade não apenas de a SUPER atravessar sua cabeça mas de qualquer coisa acontecer. Um elefante aparecer na sua cozinha, por exemplo. Elefantes só não se materializam em cozinhas porque os efeitos quânticos acabam diluídos no mundo macroscópico. Muitas partículas teriam que surgir do nada, e em sincronia, para formar um elefante! É algo tão improvável que não merece consideração. 

Mas imagine o seguinte: o Universo inteiro é um megacassino onde cada partícula subatômica é uma roleta girando. Para ganhar algo no cassino, é preciso que, em um pedacinho do Cosmos, todas as roletas - e haja roleta: há 1 seguido de 100 zeros partículas no Universo! - tirem o mesmo número. Completamente impossível, não? A resposta seria sim, não fosse um detalhe importante: estamos tratando de escalas de tempo bem maiores que os 13,7 bilhões de anos do nosso Universo. Segundo os teóricos da física quântica, dependendo do tempo que se passa jogando, é possível que o resultado das roletas da flutuação quântica gere algo surreal: uma bolha de matéria e espaço que se expande rapidamente até se desprender do tecido original. Ou seja, acontece um Big Bang. Se as roletas quânticas derem sorte no novo Universo, nasce outro dentro dele. E assim, basicamente ao acaso, vão pipocando Universos, cada um confinado às próprias dimensões de tempo e espaço. Tudo isso soa esquizofrênico, é fato. Como assim partículas que somem, reaparecem e oscilam sem parar? O que causa isso nelas? Com a palavra, o físico David Deutsche: "Infinitos universos paralelos". Segundo ele, a interação com partículas de outros Universos na escala subatômica é a única explicação plausível para a espécie de chilique eterno que assola o mundo quântico. O que havia antes do chilique? Deutsche não arrisca uma resposta. O que ele e outros físicos fazem é buscar sentido para a ideia dos Universos paralelos. E chegaram a uma hipótese insana: a de que vivemos neles. Assim: neste Universo você continuará lendo este texto daqui a um minuto. Num Universo paralelo, você achará melhor ir tomar um café. Aí, no momento que você decide se vai se levantar ou continuar lendo, sua consciência vai para o Universo que contém a realidade escolhida. Uau. Bom, só esperamos que, em algum lugar, exista um Universo com a resposta definitiva para o que havia antes do Big Bang. Mas cuidado: ela pode ser aterradora também. Como a do item 4. 

4. Uma máquina
O Universo tem prazo de validade. Em alguns trilhões de anos, todas as estrelas vão ter se apagado. E tudo será um breu. Isso coloca uma questão: o que nossos descendentes vão fazer para escapar desse fim? A única resposta: construir um novo Universo, artificial. Uma simulação estilo Matrix, em outro tempo e outro espaço. Mas espera aí: e se já estivermos num Universo artificial agora? É que de duas uma: ou somos a primeira civilização inteligente e vamos construir nosso simulador de Universo um dia ou já estamos em um, feito em algum Cosmos que precedeu o nosso. "A probabilidade de estarmos vivendo dentro de uma simulação é próxima de 100%", diz o filósofo Nick Bostrom, da Universidade de Oxford. Mas fica o conselho dele: "Qualquer um que mude a vida por causa disso se tornará um maluco solitário". Tão maluco e solitário quanto este sujeito, o nosso Universo.

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